Líderes evangélicos passaram a coordenar ataques em redes sociais contra prefeitos e governadores depois de se reunirem com o presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira. A ira foi provocada pelo fechamento de igrejas durante a pandemia.
O governador de São Paulo, João Dória, é o principal alvo porque incluiu os cultos religiosos na lista de atividades suspensas por causa do agravamento da contaminação no Estado, mas também porque pode ser candidato em 2022.
O deputado Pastor Marco Feliciano (Republicanos-SP) disse, por meio das redes sociais, que evangélicos estão sendo perseguidos porque apoiam Bolsonaro. Ele disse que “estão oprimindo crentes, levando pastores para as delegacias e lacrando igrejas”. Feliciano convocou seus seguidores para uma oração em 29 de março.
Bolsonaro deve participar dessa oração chamada por muitas lideranças evangélicas. Silas Malafaia (Assembleia de Deus Vitória em Cristo), também acusou prefeitos e governadores de perseguição religiosa. Em um vídeo, Malafaia diz que o culto é inviolável segundo a Constituição Federal.

