Executivos e funcionários do Banco do Brasil não gostaram da indicação de Fausto de Andrade Ribeiro para a Presidência da instituição. Falam que ele deu um “duplo carpado” ao ser alçado para o topo – nunca ocupou funções de destaque durante sua carreira iniciada em 1988. Antes de ser presidente da BB Consórcios, equivalente a uma diretoria do BB, foi diretor-geral do banco na Espanha.

A tradição corporativa do BB espera que um funcionário indicado à presidência tenha ocupado cargos importantes, principalmente o de vice-presidente, porque são complexas as engrenagens dessa grande estatal que tem ações negociadas em bolsa e obedece rigorosas exigências regulatórias do Banco Central, da CVM e da B3.

Executivos do banco ouvidos pelo Bastidor afirmaram que a confirmação de Ribeiro como presidente será totalmente fora do padrão. “O banco está em pânico. É como colocar um tenente no comando de um exército. Ele não tem preparo para o cargo”, criticou um ex-executivo do BB.

Ribeiro chegou ao cargo de presidente da BB Consócios por indicação do vice-presidente de varejo Carlos Motta, que também concorria para ser escolhido presidente do banco por Bolsonaro, mas não teve apoio do Centrão.