O presidente Jair Bolsonaro sabe que não pode brigar com aliados políticos no meio da pior crise sanitária da história do Brasil, o que tem derrubado a popularidade do seu governo. Segundo um auxiliar próximo, ele tem engolido os ataques, mas acredita que o jogo vai virar a seu favor.
Bolsonaro se irrita com as cobranças dos presidentes da Câmara e do Senado, mas parece se esquecer que, no atual contexto, Rodrigo Pacheco está bloqueando a instalação da CPI da Coivid-19 e Arthur Lira não pronuncia a palavra impeachment.
Vários auxiliares de Bolsonaro sabem que ele não admite culpa pela situação dramática que milhões de brasileiros estão enfrentando com contaminação, colapso hospitalar e mortes.
Pressionado por um movimento crescente de integrantes da elite do país, como o manifesto de economistas e empresários divulgado recentemente, Bolsonaro fez um pronunciamento em cadeia de rádio e TV que citou ações de governo no combate à pandemia que não pareciam reais.
Nesta quarta-feira, foram divulgados manifestos do MDB e da Frente Nacional de Prefeitos que apontaram falhas do governo no combate à pandemia e cobraram medidas para o país superar as crises sanitária e econômica.

