Menos de 24 horas depois de um pronunciamento por rádio e televisão no qual, aparentemente, defendeu a vacina, o presidente Jair Bolsonaro insistiu hoje, diante de cinco governadores e do ministro da Saúde, na defesa de medicamentos sem eficácia científica para o tratamento da Covid-19, como cloroquina e ivermectina. 

“Chegam muitos estudos mostrando que funcionam”, disse o presidente depois de o governador do Rio, Cláudio Castro, perguntar ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, qual é o protocolo do tratamento precoce. Constrangido, Queiroga manteve silêncio.

Para alguns participantes da reunião, Bolsonaro deixou claro que o governo não vai mudar diante da pandemia. E o silêncio do novo ministro da Saúde também revela que o Brasil terá uma dura e difícil batalha pela frente.