O senador Carlos Viana, vice-líder do governo no Senado, começou a recolher assinaturas para investigar o ministro Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. Ele explicou sua atitude afirmando que o Senado precisa “dar uma resposta firme” para o retomar o equilíbrio entre os poderes da República.
Bolsonaro disse hoje a apoiadores que “falta coragem moral para o Barroso e sobra ativismo judicial”. Em vídeo que foi divulgado nesta manhã, o presidente diz: “Barroso, nós conhecemos teu passado, a tua vida, o que você sempre defendeu, como chegou ao Supremo Tribunal Federal, inclusive defendendo o terrorista Cesare Battisti. Então, use a sua caneta para boas ações em defesa da vida e do povo brasileiro, e não para fazer politicalha dentro do Senado Federal.”
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco não procurou convencer Viana a desistir da coleta de assinaturas porque acredita que o tumulto político foi iniciado quando Barroso mandou instalar a CPI da Covid-19 dando liminar em pedido apresentado pelos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru.
A decisão de Barroso vai ao plenário do STF na próxima semana e o governo tentará segurar as indicações dos líderes dos partidos da base aliada para os senadores que vão integrar a CPI. O objetivo é ganhar tempo e torcer para que a liminar seja derrubada.

