Os mais pragmáticos aliados de Jair Bolsonaro têm alertado o presidente que é negativo para a reeleição o impacto de Lula candidato no ano que vem ou até mesmo apoiando outro nome. Além disso, o enorme desgaste provocado pela pandemia terá de ser suportado por Bolsonaro.
Ao contrário de outros conselheiros que gostam da repetição da polarização entre direita e esquerda ocorrida em 2018, eles temem a capacidade de comunicação de Lula e a memória dos bons tempos de seu governo entre 2003 e 2010.
Para esses aliados mais preocupados, o melhor que Bolsonaro tem a fazer é reforçar a responsabilidade fiscal e convencer os eleitores que a bonança dos anos de Lula presidente causou os problemas econômicos que o país enfrenta atualmente.
O Supremo Tribunal Federal formou maioria para confirmar a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro nas condenações de Lula, o que impulsiona sua candidatura a presidente em 2022. Dificilmente a justiça no Distrito Federal terá tempo para inviabilizar a candidatura do ex-presidente.

