Jair Bolsonaro tem dito que não quer aprovar a reforma administrativa, posição contrária à do presidente da Câmara e do ministro da Economia. O que ele quer é ser reeleito no ano que vem e repete que o Brasil tem aproximadamente 12 milhões de servidores públicos. “São 12 milhões de votos”, diz, segundo interlocutores.

O presidente sabe que Arthur Lira e até Paulo Guedes aceitam que as mudanças para os funcionários sejam aplicadas apenas aos que vão entrar no serviço público, preservando esses 12 milhões de votos, mas, mesmo assim, não se comove.

Darci Mattos, relator da reforma administrativa na CCJ da Câmara, quere ler sua proposta nesta semana. Lira conta com a aprovação desse texto na comissão na semana que vem, quando pretende instalar a comissão especial.

Lira tem pressa porque sabe que todas as medidas de corte de gastos são indigestas para os parlamentares. Quanto mais perto das eleições, piores as chances de aprovação.