Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, terá um depoimento na CPI da Pandemia marcado pelo fogo amigo da tropa de choque de Jair Bolsonaro e, obviamente, ataques da oposição. O depoimento está marcado para amanhã, quarta-feira 12 de maio.
Os senadores governistas vão apontar seus erros na condução da comunicação durante a crise sanitária para livrar Bolsonaro de muitas acusações. Vão citar, como exemplo, a campanha “O Brasil não Pode Parar” veiculada para atacar as medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos para tentar conter a contaminação da população e o colapso hospitalar.
Wajngarten também terá de explicar como foram suas conversas com representantes da Pfizer. Em entrevista à revista Veja, há duas semanas, ele atribuiu ao ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello a demora na contratação das vacinas dessa fabricante americana.
Poucos acreditam que a entrevista de Wajngarten foi um ato de rebeldia e sinceridade desarticulado dos planos de Bolsonaro para enfrentar o desgaste da CPI da Pandemia. O ex-auxiliar do presidente está com ele desde o início da campanha eleitoral em 2018 e sabe tudo o que foi feito no uso das redes sociais. No governo, também sabe muito sobre o que se chama “gabinete do ódio” no Palácio do Planalto.
A tropa de choque de Bolsonaro, integrada pelos senadores Ciro Nogueira, Marcos Rogério, Eduardo Girão e Luiz Carlos Heinze, tentará demonstrar que Wajngarten agiu como lobista da farmacêutica e atacou Pazuello porque foi contrariado. O objetivo é minar a credibilidade do seu depoimento.

