O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, de 58 anos, disse a colegas do Superior Tribunal de Justiça que pretende aposentar-se da corte até julho. Ele ainda teria mais dezessete anos de tribunal.
Em conversas reservadas, Cueva afirmou que planeja voltar à advocacia e aumentar seus rendimentos. Uma filha dele quer seguir seus passos e estudar nos Estados Unidos – Cueva cursou Harvard. Nesses diálogos, o ministro foi incisivo quanto às suas intenções. Parece difícil que mude de ideia.
Cueva é um dos ministros mais preparados tecnicamente do STJ. Está no tribunal desde 2011, em vaga da OAB.
Caso confirme a aposentadoria, Cueva será o segundo ministro em pouco tempo a deixar o STJ antecipadamente. Em março, foi a vez de Nefi Cordeiro – outro quadro técnico do tribunal, que expressou desânimo quanto aos rumos dito políticos da corte.
Outro quadro técnico de destaque a sair cedo do serviço público, como antecipamos, é o ministro André Luís de Carvalho, do Tribunal de Contas da União. Também está desiludido com Brasília.
Com as saídas, o presidente Jair Bolsonaro tera três vagas a indicar em breve ao STJ. Os cargos são objeto de forte disputa política e jurídica.

