O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, avisou a aliados que a pauta de votações no plenário é definida em conjunto com os líderes partidários e não tem de seguir necessariamente a velocidade da Câmara.
Pacheco segue a defesa dos argumentos dos senadores que precisam de tempo para analisar as propostas. Seus aliados também apontam para divergências entre os presidentes do Senado e da Câmara. Como exemplo, citam o projeto, parado no Senado, que autoriza a compra de imunizantes por empresas privadas.
Aprovado rapidamente na Câmara, o projeto que amplia a possibilidade da compra de vacinas por empresas privadas interessa a vários apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, como Luciano Hang, das lojas Havan, e Carlos Wizard, da holding Sforza.
O que ocorre com esse projeto no Senado vai se repetir com outros, segundo Pacheco. A reforma da Lei de Segurança Nacional e as novas normas para o licenciamento ambiental são importantes para Arthur Lira, mas serão votadas no Senado somente quando essa for a deliberação dos líderes na Casa.
No caso da Lei de Segurança Nacional, a expectativa é a de um longo debate no Senado. Para o licenciamento ambiental, Pacheco prometeu a aliados que enviará o projeto à Comissão de Meio Ambiente, comandada pelo petista Jaques Wagner.

