O presidente Jair Bolsonaro e seus ministros mais próximos estão cada vez mais incomodados com o sumiço do senador Ciro Nogueira na CPI da Pandemia. Eles tinham a garantia de que o presidente do PP e grande aliado do governo no centrão defenderia a gestão Bolsonaro na comissão.

Até agora, Ciro pouco fez. A defesa do governo está a cargo, na prática, do senador Marcos Rogério. Flávio Bolsonaro, que não pertence à CPI, já foi duas vezes à comissão para enfrentar o relator Renan Calheiros, adversário do governo.

Hoje, no depoimento do ex-ministro Ernesto Araújo, que apanha sem dó da oposição, Ciro nem está na sessão. Foi inaugurar uma ponte no Piauí.