Aconselhado por aliados nordestinos, como o presidente da Câmara, Arthur Lira, e os ministros Fábio Faria e Rogério Marinho, o presidente Jair Bolsonaro está obcecado em aumentar sua popularidade na região.
Em menos de um mês, o presidente visitou Alagoas, Piauí e no Maranhão. Bolsonaro determinou à equipe de Paulo Guedes, ministro da Economia, a prorrogação do auxílio emergencial enquanto não lança um novo programa, mais ampliado, que substitua o Bolsa Família.
Bolsonaro sabe que para se reeleger precisa melhorar sua popularidade na região onde recebeu menos votos em 2018. No Nordeste, teve 30,3%, menos da metade do petista Fernando Haddad, que ficou com 69,7% dos votos válidos.
Nos nove Estados do Nordeste, o PT governa Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. O PSB governa Pernambuco e o filho de Renan Calheiros, Renan Filho, está no poder em Alagoas. O governador do Maranhão é Flávio Dino, oposicionista que está no PC do B, mas pode ir para o PSB. Os únicos governadores que não são francamente opositores para Bolsonaro são os da Paraíba, João Azevedo, filiado ao Cidadania, e o de Sergipe, Belivaldo Chagas, do PSD.

