A secretária de Gestão da Saúde e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, procurou culpar as autoridades locais pelas mortes ocorridas no início deste ano durante a segunda onda da contaminação em Manaus.
A falta de oxigênio hospitalar e a péssima gestão da crise sanitária no Amazonas, segundo Mayra, nada têm a ver com o governo federal. Ela disse hoje, terça-feira 25 de maio, aos senadores da CPI da Pandemia que, quando chegou a Manaus em janeiro, viu desassistência e caos nas unidades básicas de saúde que são administradas pelo município.
Mayra, conhecida como “capitã cloroquina”, também disse que não havia triagem nas unidades de pronto-atendimento, o que misturava pessoas com a suspeita de estarem com covid-19 e vítimas de outras doenças, o que deve ter elevado a contaminação. Além disso, ressaltou que mais de 1,2 mil agentes de saúde tinham sido dispensados pela prefeitura de Manaus, o que desfalcou o atendimento da população.

