O jogo da relação do Congresso com o governo está impondo um preço de R$ 9 bilhões em liberação de emendas de parlamentares ao orçamento para a aprovação das reformas administrativa e tributária. Não há almoço grátis com o centrão.

Deputados já disseram ao presidente Jair Bolsonaro que articulação política não é suficiente para aprovar as reformas. Aconselharam que ele defenda as mudanças nos eventos que frequentemente tem com apoiadores e, principalmente, que libere pelo menos uma parte das emendas do relator do orçamento, senador Márcio Bittar.

Bittar chegou a incluir em sua proposta emendas que passavam de R$ 20 bilhões, mas um acordo reduziu esse valor para R$ 9 bilhões. A pressão do Congresso neste momento é para que o governo libere essas emendas para evitar o fracasso do andamento das reformas.

A reforma administrativa foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e o próximo passo será a instalação da comissão especial para discutir o tema. A reforma tributária tem um caminho mais tumultuado depois que o presidente Arthur Lira acabou com a comissão que preparava uma proposta integral. A medida agradou o ministro Paulo Guedes que quer uma reforma fatiada.