O partido mais poderoso de Brasília enfrenta um dilema: reafirma o compromisso com Bolsonaro para 2022 ou aguarda o próximo ano para decidir se embarca na candidatura de Lula?
As discussões internas do PP envolvem interesses regionais e visões distintas sobre como acumular mais poder – e cargos – ainda no primeiro mandato de Bolsonaro.
Ciro Nogueira e alguns de seus aliados querem fechar de vez com o presidente. Isso significa filiá-lo ao PP, ao lado de Flávio Bolsonaro. Em tese, garante cargos endinheirados e influência incomensurável em Brasília até 2022 – e, em caso de reeleição do presidente, um espaço nobre num segundo mandato.
Arthur Lira, por outro lado, tem sérias dúvidas sobre a estratégia. Acredita que Lula pode vencer Bolsonaro – e que ainda não é o momento para escolher um candidato. Mas não só. Também avalia que, uma vez filiado ao PP, o presidente pode descumprir acordos e tratorar o partido.
Ainda não há uma definição. Mas a decisão, caso seja tomada agora, terá grande impacto no restante do mandato de Bolsonaro e, provavelmente, nas eleições presidenciais.

