A decisão de evitar punição ao general Eduardo Pazuello ocorreu depois de o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, discutir com outros quinze generais do Alto Comando qual seria a reação da instituição se o presidente Jair Bolsonaro o desautorizasse.

A decisão de evitar a punição do general Pazuello não foi unânime entre os 15 generais quatro estrelas que integram o Alto Comando, mas o general Paulo Sérgio escolheu desagradar seus pares a se indispor com Bolsonaro.

O medo foi o de inviabilizar a permanência do general Paulo Sérgio no comando se Bolsonaro, comandante-em-chefe das forças armadas de acordo com a Constituição, revertesse a punição contra um general da ativa que participou de ato político, o que é proibido pelo regulamento do Exército.

No fim de março, o general Paulo Sérgio substituiu Edson Pujol no comando do Exército em meio a uma crise de relacionamento da cúpula das forças armadas com Bolsonaro. O presidente demitiu o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e os três comandantes das forças.