O senador Flávio Bolsonaro e o advogado Frederick Wassef, dupla que comanda as nomeações aos tribunais superiores, asseguram a aliados que André Mendonça não ocupará a vaga de Marco Aurélio Mello.
Ambos construíram desde o ano passado apoio amplo ao nome de Humberto Martins, presidente do STJ. Mas a proximidade de Martins com Renan Calheiros, hoje principal adversário do presidente, atrapalha o plano do grupo.
Embora Mendonça tenha apoio em setores evangélicos e entre ministros próximos a Bolsonaro, a resistência da dupla Flávio e Wassef, que também se verifica no centrão, dificulta a nomeação do atual AGU.
Se não emplacar Martins, Flávio Bolsonaro disse a aliados ter um plano B para fazer o segundo ministro seguido do Supremo – Kassio foi escolha do mesmo grupo.
Para essa turma, a estratégia – e o nome do candidato-coringa – são segredo de Estado.

