Jair Bolsonaro e seus principais estrategistas estão eufóricos com a “motociada” de ontem (sábado) em São Paulo. Eles acreditam que as pesquisas de opinião não captam a real popularidade do presidente. Insistem que as andanças dele pelo país atestam esse apoio mais amplo. O ato de ontem, argumentam, apenas confirma o apelo do “mito” junto à parte significativa dos brasileiros.
O sucesso – em números – do passeio de moto reforça a estratégia de investir incessantemente em eventos presenciais do presidente, combinados com mobilização e engajamento digitais. É um modo de manter a base do presidente ativa e coesa.
O combustível dos atos será narrativo: o discurso belicoso contra o PT, a esquerda e o Supremo – quanto mais indignação, mais engajamento e, possivelmente, mais participação da base em eventos.
Para tentar ampliar sua base eleitoral, hoje insuficiente para reelegê-lo, Bolsonaro seguirá a estratégia de liberar mais dinheiro para o novo Bolsa-Família e para investimentos em obras. Também seguirá articulando seus palanques diretamente com líderes locais nos estados.

