Com quase 897 documentos até aqui, alguns com vários anexos, a CPI da Pandemia tem tido dificuldade para analisar tudo o que chegou – parte das informações são quebras de sigilos telefônico e telemático dos investigados. Conforme forem sendo apurados, os dados serão cadastrados em uma planilha de Excel, alguns manualmente. Poderia ser diferente.
Em 2016, sob a Presidência de Renan Calheiros, hoje relator da comissão, o Senado firmou convênio com a Procuradoria-Geral da República para a transferência de tecnologia do Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos. Essa ferramenta agilizaria a análise dos dados e metadados solicitados por senadores.
Sucessores de Renan na Presidência do Senado, Eunício Oliveira e Davi Alcolumbre deram sequência ao convênio com a PGR. Mas tudo parou sob a gestão de Rodrigo Pacheco. O resultado é dificuldade no escrutínio da documentação.
Procurada, a assessoria do presidente do Senado não respondeu por que o convênio foi abandonado.

