Wilson Witzel perdeu todo o capital político que acumulou rapidamente ao se eleger governador do Rio em 2018. Ele era um anônimo, mas aproveitou a onda que fez Jair Bolsonaro presidente. Cassado neste ano, ele agora aproveita a CPI da Pandemia para alimentar seu sonho de conseguir alguma evidência e voltar à política.

A um aliado que perguntou sobre o motivo de ir a CPI da Pandemia mesmo sendo liberado pelo Supremo Tribunal Federal, Witzel disse que precisa reafirmar que é inocente e foi cassado porque sofreu perseguição política da parte de Bolsonaro.

Em seu depoimento aos senadores, Witzel disse que seu calvário começou quando foi aprofundada a investigação sobre os mandantes do homicídio da vereadora Marielle Franco. O ex-governador se ofereceu para participar de um depoimento fechado aos senadores que integram a comissão, mas se retirou quando passou a ser atacado pela tropa de choque de Bolsonaro.  

A esperança de Witzel é ressaltar seus argumentos de defesa, insistir que não cometeu crime de responsabilidade e reverter a perda de direitos políticos por cinco anos imposta no seu processo de impeachment. Ele não desistiu de ser eleito presidente da República.