Os diretores do Banco Central foram minimamente precavidos quando decidiram aumentar a taxa de juros Selic para 4,25% ao ano na reunião de hoje, quarta-feira 16 de junho. A opinião é de Antônio Corrêa de Lacerda, professor da PUC de São Paulo e presidente do Conselho Federal de Economia.
Ele pondera que, apesar das pressões inflacionárias e das incertezas ligadas ao impacto da pandemia e à crise hídrica que aumenta o pessimismo sobre os preços da energia, o Brasil está enfrentando desemprego alto e ociosidade.
“Há risco inflacionário, mas a Selic já vem subindo e as previsões de inflação para 2022 e 2023 já estão dentro da meta”, diz Lacerda. Ele prevê que a meta de inflação para este ano será cumprida pelo BC. O intervalo estabelecido é de 2,25% a 5,25%.
Sobre as apostas de um aumento maior da Selic na reunião de hoje por causa da crise hídrica, o professor da PUC afirma que o mercado financeiro sempre procura pautar o Banco Central, mas os seus diretores têm de olhar para toda a sociedade.

