O Ministério Público Federal vai investigar o contrato assinado entre representantes da Precisa Medicamentos e do Ministério da Saúde para a compra da vacina Covaxin. A suspeita é de superfaturamento no fornecimento de 20 milhões de doses a US$ 15 cada, preço considerado acima da média praticada no mercado.
Segundo a procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira, há uma ação de improbidade administrativa contra o líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros, aberta para ressarcir os prejuízos de R$ 20 milhões causados pela Global Saúde ao não entregar medicamentos comprados na gestão dele à frente do Ministério da Saúde. A Global Saúde é sócia da Precisa Medicamentos.
Há também um inquérito policial em andamento para investigar crimes relacionados com os prejuízos provocados pela Global Saúde.
Na avaliação do Ministério Público Federal, os representantes do Ministério da Saúde agiram de maneira temerária ao assumirem o risco de uma contratação que parece não atender ao interesse público, além do histórico de irregularidades que há contra os sócios da Precisa. A procuradora da República informa que passados 70 dias da vigência do contrato, nenhum dos lotes de 4 milhões de doses foi entregue.
O Bastidor revelou hoje o longo histórico de empreitadas criminosas do dono da Precisa Medicamentos, o empresário e lobista Francisco Emerson Maximiano, o Max. Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, ele conseguiu um contrato de US$ 300 milhões com o Ministério da Saúde para vender 20 milhões de doses da duvidosa vacina Covaxin com indícios de superfaturamento.

