Senadores da CPI da Pandemia estão convictos de que terão provas de corrupção na compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde. A Precisa Medicamentos, do empresário e lobista Francisco Emerson Maximiano, representa a indiana Barath Biontech, desenvolvedora do imunizante.
A expectativa é grande para os depoimentos do deputado federal Luís Claudio Miranda, do DEM-DF, e de seu irmão Luís Ricardo Miranda, chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde. Eles vão falar na sexta-feira 25 de junho e os senadores esperam apurar a participação do presidente Jair Bolsonaro nessa compra que será investigada pelo Ministério Público Federal.
De acordo com um senador da CPI, é possível que Bolsonaro tenha, no mínimo, praticado crime de responsabilidade ao ignorar os avisos de um servidor público.
Em conversa com os senadores da comissão, o deputado, que é da base do governo, afirmou que encontrou Bolsonaro em 20 de março para denunciar as pressões “fora do comum”, inclusive de militares, que seu irmão vinha sofrendo para apressar a compra de 20 milhões de doses da Covaxin por meio da Precisa Medicamentos.
Miranda disse que levou o irmão nesse encontro com Bolsonaro e tinha documentos que mostravam a necessidade de investigação. O presidente, segundo o deputado, prometeu acionar a Polícia Federal.

