O encontro do deputado federal Luís Claudio Miranda e seu irmão Luís Roberto, servidor do Ministério da Saúde, não consta da agenda pública do Jair Bolsonaro em 20 de março. A reunião aconteceu no Palácio da Alvorada.  

Eles avisaram o presidente que Luís Roberto recebeu “pressão anormal” para antecipar pagamentos à Precisa Medicamentos, representante da Barath Biontech, empresa indiana responsável pela vacina Covaxin.

Luís Roberto é chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde. Ele e o irmão disseram aos senadores da CPI da Pandemia que vão entregar as fotos que registraram o encontro com Bolsonaro.

Normas da Presidência da República e da Comissão de Ética Pública determinam que sejam divulgados todos os encontros do presidente da República, até mesmo os realizados remotamente. São decorrências da Lei da Transparência Pública.

Para um senador da CPI da Pandemia, além da falta de transparência, a ausência do registro público do encontro levanta suspeitas de que o presidente pode ter mantido outros encontros no Palácio da Alvorada nas negociações para a compra de vacinas.