A empresa de Cingapura Madison Biotech, indicada pela Precisa Medicamentos para receber US$ 45 milhões adiantados do contrato bilionário com o Ministério da Saúde para comprar doses da vacina Covaxin, está registrada num endereço de fachada naquele país. É uma casa de dois andares.
Nos registros comerciais de Cingapura, há, ao menos, 600 empresas de prateleira sediadas no mesmo local – algumas já estão inativas. A Madison Biotech (não confundir com uma startup americana) de Cingapura foi incorporada em fevereiro do ano passado.
O servidor Luís Roberto Miranda, chefe de importação do setor de Logística do Ministério da Saúde, disse ter sido pressionado a pagar o invoice (nota de pagamento) de US$ 45 milhões para a Madison Biotech de Cingapura. Ele afirma não ter cedido à pressão de seus superiores e diz ter informado o presidente Bolsonaro do caso.
O contrato do Ministério da Saúde com a Precisa, do lobista Max, é de US$ 300 milhões por 20 milhões de doses de Covaxin – US$ 15 dólares cada. Nenhum pagamento foi feito, mas o contrato segue em vigor.
Miranda irá depor nesta sexta. A CPI pedirá ao governo de Cingapura os dados da Madison Biotech, como a identidade dos sócios da empresa.

