Em tom de ameaça, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, disse a interlocutores que vai “falar tudo” sobre “todo mundo” se tiver que depor na CPI da Pandemia. Ele afirmou que vai expor a articulação para acelerar a compra de vacinas – vacinas no plural. “Foi Covaxin e Sputnik”, disse.

No Congresso, a russa Sputnik, comprada por governadores do Nordeste em consórcio liderado pelo PT e pelo lobista Rogério Rosso, recebeu o mesmo tratamento VIP, apesar das objeções da Anvisa. A União Química, próxima ao governador de Brasília, Ibaneis Rocha, representa os russos no Brasil.

Barros insistiu que não tem nada a temer. E, como o Bastidor antecipou, disse, em conversas reservadas, que citará o deputado Renildo Calheiros, irmão de Renan, relator da CPI.

O Planalto e Barros torcem para que o caso esfrie até o recesso parlamentar, daqui a duas semanas, embora saibam que isso é improvável.