Guilherme Santana Lopes, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro a uma vaga na Diretoria da Agência Nacional de Mineração com apoio de lobistas do setor, como o ex-deputado Leonardo Quintão, distorceu o currículo que enviou ao Senado. O nome dele está sob avaliação dos senadores hoje (terça, seis de julho).

Ele afirmou ter um cargo de gerência executiva, o que não corresponde à realidade. Santana tem apenas cargo em comissão. Exerce a chefia do órgão em Minas somente como substituto.

É graças a esse acréscimo no currículo que ele pode ser indicado e sabatinado pelo Senado.

Até ser formalmente indicado à diretoria da ANM, Guilherme acumulava o cargo na agência com as atividades como consultor da área. Tinha uma empresa chamada Tecnoveau Engenharia e Consultoria. A mulher dele, Stella Maris, detinha 99% da empresa. Era oficialmente a administradora da Tecnoveau.

O casal é militantemente bolsonarista. No Facebook, Guilherme chegou a pedir o impeachment de Gilmar Mendes.