Depois do acordo que permitiu a instalação da Comissão Mista do Orçamento amanhã, quarta-feira 7 de julho, o governo quer aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022 para garantir o recesso parlamentar e, principalmente, interromper o desgaste provocado pela CPI da Pandemia.

Há dois anos o Congresso faz um recesso informal porque os parlamentares não conseguem aprovar a LDO a tempo. Neste ano, se conseguirem, o recesso será de 18 a 31 de julho.

Se a prioridade no Palácio do Planalto é o recesso, o presidente da CPI, senador Omar Aziz, disse hoje que a comissão continuará seus trabalhos. Basta votar e o governo é minoria.

Ontem, segunda-feira 5 de julho, os partidos chegaram a um acordo para que a senadora Rose de Freitas, do MDB, ocupe a presidência da Comissão Mista de Orçamento. O relator da LDO 2022 será o deputado Juscelino Filho, do DEM. O deputado Hugo Leal, do PSD, ficou com o relatório da Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano que vem.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, tem pressa. Aliado do governo, ele disse aos líderes que sem a aprovação da LDO, não haverá recesso informal. Quer realizar as sessões deliberativas com votações importantes. A medida força a presença dos deputados porque a falta injustificada reduz os salários deles.