O ministro da Defesa, General Walter Souza Braga Netto, e os três comandantes das Forças Armadas divulgaram, às 19:40, nota de repúdio aos comentários feitos hoje, quarta-feira 7 de julho, pelo presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz.

O aviso foi claro. “As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”, afirmaram o ministro e os comandantes do Exército, General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, da Marinha, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos e da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior.

Nesta manhã, durante depoimento do ex-diretor de Logística em Saúde, Roberto Ferreira Dias, Aziz disse que as Forças Armadas devem estar envergonhadas de algumas pessoas que estão na mídia atualmente. “Fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua no governo”, afirmou o presidente da CPI.

A nota de repúdio do ministro da Defesa afirma que Aziz desrespeitou as Forças Armadas ao generalizar esquemas de corrupção. “Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável”, diz o texto do governo.

As Forças Armadas, segundo a nota, “pautam-se pela fiel observância da Lei e, acima de tudo, pelo equilíbrio, ponderação e comprometidas, desde o início da pandemia Covid-19, em preservar e salvar vidas”.

Depois da divulgação da nota do Ministério da Defesa, em plena sessão do Senado, Aziz disse que a manifestação é desproporcional e cobrou uma resposta do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco. “Nunca desrespeitei as Forças Armadas. Não aceito que se intimide um senador da República. Era isso o que eu esperava do Sr. Presidente”.