O grupo de senadores oposicionistas e independentes que forma a maioria da CPI da Pandemia ficou dividido ontem, quarta-feira 7 de julho, quando o presidente da comissão, Omar Aziz, mandou prender Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, por mentir em seu depoimento.

Apesar da divergência, não farão críticas públicas. Internamente, os senadores discutiram se a prisão de Dias prejudica a disposição de testemunhas colaborarem com a comissão. Há preocupação com a previsível consequência de levar os convocados a procurarem o STF para que tenham garantido o silêncio para não se incriminarem.

Entre os titulares da CPI, o relator Renan Calheiros e o petista Humberto Costa apoiaram a medida de Aziz. Randolfe Rodrigues e Otto Alencar se opuseram publicamente. No grupo dos suplementes, mas atuantes na comissão, Rogério Carvalho foi a favor da prisão de Dias, mas Alessandro Vieira foi contra.