Deve-se ao ex-governador Francisco Dornelles, presidente de honra do PP, uma articulação para impedir, por ora, uma guerra civil no partido mais forte do centrão, acossado pelo escândalo das vacinas.

Nos últimos dias, Dornelles procurou os próceres do partido. Expôs a Ricardo Barros, Ciro Nogueira e Arthur Lira, entre outros, que é do interesse de todos que o PP mantenha-se unido. As desavenças entre o trio e seus respectivos aliados sobem conforme o maçarico da CPI da Pandemia esquenta.

Dornelles sabe que a possível perda da liderança do governo na Câmara, hoje ocupada por Barros, é a primeira etapa num processo político que tem potencial para causar estragos irreparáveis no PP.

O ex-senador tem boas relações com o presidente Jair Bolsonaro. Também o aconselhou a ajudar a manter o PP unido. “Se o PP racha, a base racha”, disse ao presidente.