As seguradoras que têm as maiores participações do mercado brasileiro devem estar preparadas para investir aproximadamente R$ 100 milhões em tecnologia para acompanhar a última etapa do open banking, também chamada de open finance. A estimativa é de Alexandre Leal, diretor Técnico e de Estudos da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
Leal afirma que não há um cálculo preciso para esse investimento obrigatório em tecnologia, mas as seguradoras começaram a ter uma noção mais próxima da realidade em abril deste ano, quando a Susep divulgou as minutas do open insurance em consulta pública.
O Banco Central prevê para 15 de dezembro a quarta e última etapa das medidas de abertura dos mercados financeiros conhecidas como open banking. Os clientes poderão compartilhar seus dados de operações de câmbio, investimentos, seguros, previdência complementar aberta e contas-salário. Será possível também acessar informações sobre as características dos produtos e serviços disponíveis para contratação no mercado.
Segundo Leal, o mercado de seguros no Brasil já é aberto e competitivo, com aproximadamente 150 empresas concorrentes. Parte delas está integrada aos conglomerados financeiros liderados por grandes bancos.

