A solução encontrada por Jair Bolsonaro para vetar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões agradou aos líderes do centrão. A articulação envolveu o presidente da Câmara, Arthur Lira.
O meio termo foi o valor de R$ 4 bilhões. Embora seja menos que o montante aprovado pelo Congresso, é o dobro do que ficou disponível para os partidos em 2020. Naquele ano, as legendas tiveram R$ 2 bilhões na eleição para prefeitos e vereadores.
Os líderes dos partidos da base do governo avisaram Bolsonaro que não vão tolerar agressividade dos seus apoiadores na crítica ao fundo eleitoral.
Na semana passada, quando os parlamentares aprovaram a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a respectiva previsão de R$ 5,7 bilhões para o fundo eleitoral, o deputado Eduardo Bolsonaro acusou o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos, de manobrar para a votação. Apesar da crítica pública, Eduardo votou a favor dos R$ 5,7 bilhões.
Bolsonaro optou por preparar seus seguidores para o fundo eleitoral de R$ 4 bilhões.

