O Ministério Público Federal levou à Justiça denúncia contra cinco executivos que provocaram entre 2011 e 2016 mais de R$ 100 milhões em perdas nos fundos de pensão dos funcionários da Caixa (Funcef), da Petrobras (Petros) e do Banco do Brasil (Previ).
Entre os denunciados está Luiz Rodolfo Landim Machado, conhecido como Rodolfo Landim. Ele foi eleito presidente do Flamengo no período 2019-2021 e, recentemente, foi indicado como interventor da Confederação Brasileira de Futebol em decorrência do afastamento do presidente da entidade Rogério Caboclo. Landim ainda não respondeu se aceita a missão de interventor da CBF juntamente com o presidente da Federação Paulista de Futebol.
Se os denunciados forem condenados pelos crimes de gestão fraudulenta e envio indevido de recursos ao exterior, as penas podem chegar a 12 anos de reclusão. Todo o capital investido foi perdido. O MPF pede que os réus sejam condenados a pagar o triplo do valor como reparação econômica e moral das vítimas.
Segundo a denúncia, Rodolfo Landim, Nelson José Guitti Guimarães, Demian Fiocca, Geoffrey David Cleaver e Gustavo Henrique Lins Peixoto, atuaram como representantes das empresas Maré Investimentos e Mantiq. Essas instituições foram as gestoras do FIP Brasil Petróleo 1, fundo de investimento e participação (FIP) que recebeu os recursos aplicados por Funcef, Petros e Previ.
Essa denúncia é decorrente da Operação Greenfield que já tinha levado à Justiça ação para a condenação criminal de ex-gestores dos fundos de pensão.

