O presidente Jair Bolsonaro apresentou em sua transmissão pelas redes sociais nesta quinta-feira 29 de julho vídeos descontextualizados que circulam há anos na internet e já foram repetidamente desmentidos. O que ele chamou de provas são informações falsas e ilações frágeis sobre números da apuração do Tribunal Superior Eleitoral.
Mais uma vez, Bolsonaro procurou se comunicar com sua bolha de apoiadores agressivos. Chamou seu convidado de “analista de inteligência”, mas não explicou a qualificação profissional da pessoa. O presidente não mostrou provas de que os resultados das eleições em 2014 e 2018 foram fraudados.
O TSE divulgou nota que desmentiu Bolsonaro. De acordo com o tribunal, no caso dos vídeos em que diziam ter digitado o número 17 nas urnas, mas apareceu a palavra nulo, o que ocorreu era uma tentativa de votar em Bolsonaro na escolha do candidato para governador.
O presidente mentiu ao afirmar que só três países usam urnas eletrônicas, entre eles, o Butão. O TSE informou que 23 países usam urnas com tecnologia eletrônica em suas eleições gerais e 18 em pleitos regionais. “Entre os países estão o Canadá, a Índia, a França, além dos Estados Unidos que têm urnas eletrônicas em alguns estados”, diz a nota.
Bolsonaro atacou o TSE, que tem dois ministros do Supremo Tribunal Federal, ao novamente mentir e afirmar que os votos no ano que vem serão apurados “pelos mesmos que tornaram o ex-presidente Lula elegível e que o tiraram da cadeia”. A apuração, porém, é feita de forma pública e eletrônica.

