O procurador-geral da República, Augusto Aras, foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro a um novo mandato de dois anos, mas terá trabalho para ser aprovado no Senado. Dois anos atrás, ele recebeu 68 votos de aprovação contra 10 por sua rejeição. São necessários 41 votos.

Antes de ter sua recondução votada pela plenário do Senado, Aras precisará obter a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça presidida por Davi Alcolumbre. O ex-presidente do Senado se distanciou do governo.

Alcolumbre não gostou do tratamento que vem recebendo de Bolsonaro. Foi prometido um ministério a ele, mas a promessa não foi cumprida. Aliados do presidente da CCJ dizem que ele pretende demorar para marcar as sabatinas de Aras e a do ministro-chefe da AGU, André Mendonça, indicado para o Supremo Tribunal Federal.

Na avaliação de alguns senadores, Aras foi condescendente com Bolsonaro na PGR, o que impõe a ele provar que terá atuação mais equilibrada nos próximos dois anos. A tarefa é difícil porque o procurador-geral sonha com uma das duas vagas do STF que vão se abrir em 2023. Os ministros Ricardo Lewandowski e Rosa Weber se aposentam em maio e outubro, respectivamente. Aras aposta na reeleição de Bolsonaro para ocupar uma das vagas.