A gestão do senador Ciro Nogueira na Casa Civil mal começou, mas já escolheu os seus alvos iniciais no governo. O primeiro é o secretário especial de Cultura, Mario Frias, porque a área é cobiçada pelo centrão.
Ciente do movimento, Frias procurou aliados no Congresso, especialmente os filhos do presidente Jair Bolsonaro, para se garantir no cargo. Viu, nesse meio tempo, seu amigo e chefe de gabinete, Gustavo Menna Barreto da Silva, ser exonerado pela Casa Civil.
O próximo alvo do centrão é a Secretaria Nacional de Fomento e Incentivo, comandada pelo ex-policial militar André Porciuncula. Chamado de super-herói por Frias, ele é e um dos mais ideológicos servidores da Cultura no governo.
Na avaliação dos experientes líderes do centrão, o destino de Frias no governo está traçado, mas o desfecho depende de Bolsonaro diante da pressão que o filho Eduardo Bolsonaro já está fazendo.
O incêndio no galpão que abrigava o acervo da Cinemateca, em São Paulo, apenas aumentou o desgaste e os constrangimentos de Frias, mas, independentemente dessa destruição que muitos apontavam como previsível, o centrão já ambicionava comandar a cultura.

