Os senadores da CPI da Pandemia retomaram os depoimentos hoje, terça-feira 3 de agosto, e tiveram mais indícios da facilidade com que intermediários sem qualificação técnica e profissional negociavam a compra de vacinas sem a autorização do fabricante.

O reverendo Amilton de Paula, dono da organização não-governamental Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), declarou ter sido filiado ao PSL e ter apoiado a campanha de Jair Bolsonaro em 2018.  

A Senah ofereceu ao governo intermediar negociações para compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca. Ele negou ter se encontrado com o presidente da República, apesar de mensagens trocadas com outros intermediários da Davati Medical Supply mencionarem a reunião.

A AstraZeneca já informou que não vende à iniciativa privada e não autoriza intermediários, como a Davati, a negociar seus imunizantes.

Em seu depoimento, o reverendo disse que enviou e-mail ao Ministério da Saúde em 22 de fevereiro, pedindo uma reunião. Foi atendido no mesmo dia por Laurício Monteiro Cruz, diretor de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS).