Juristas ouvidos pelos senadores Alessandro Vieira e Simone Tebet afirmaram que o presidente Jair Bolsonaro cometeu ao menos três crimes durante a maior crise sanitária da história. Os dois parlamentares integrantes da CPI da Pandemia foram a São Paulo na segunda-feira 2 de agosto.
O placar da covid-19 no Brasil já acumulou mais de 550 mil óbitos. O país é o que tem um dos piores desempenhos, com mortes muito acima da média mundial.
Bolsonaro, na avaliação preliminar desses juristas, cometeu crime comum contra a saúde pública, o que provocou mortes; crime de responsabilidade ao negar acesso à saúde aos brasileiros e crime contra a humanidade.
Simone e Vieira se reuniram com Miguel Reale Júnior, coordenador do grupo de juristas integrado pelos professores Helena Regina Lobo da Costa (USP), Alexandre Wunderlich (PUC-RS) e Sylvia Steiner, ex-juíza do Tribunal Penal Internacional.
Medidas de contenção da contaminação recomendada por médicos sanitaristas e pela Organização Mundial da Saúde foram contestadas por Bolsonaro. No ano passado, ele retardou a compra de vacinas e criticou o uso de máscaras, o distanciamento social e as medidas de restrição da circulação de pessoas determinadas por governadores e prefeitos.
O presidente também fez propaganda da cloroquina, medicamento comprovadamente imprestável para tratar doentes com covid-19. O desgaste de Bolsonaro aumentou com a instalação da CPI da Pandemia por ordem do STF. Há investigação de corrupção na compra de vacinas.

