Diante da dura resposta do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, aliados de Jair Bolsonaro orientaram o presidente a encontrar, urgentemente, um interlocutor para retomar o diálogo.
Na avaliação de aliados, Bolsonaro precisa de alguém que diminua a temperatura de seus discursos e consiga cumprir a missão quase impossível de “traduzir” para os ministros seus “arroubos retóricos”.
Em pronunciamento divulgado ontem, Fux reagiu à agressividade de Bolsonaro afirmando que toda a Corte foi atacada quando o presidente agrediu os ministros Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, e Alexandre de Moraes.
Bolsonaro tinha o general Fernando Azevedo e Silva como interlocutor direto porque o militar foi assessor especial do ministro Dias Toffoli, então presidente do STF. Mas ao dispensar Azevedo e Silva do governo Bolsonaro perdeu seu principal emissário.

