Senadores da CPI da Pandemia reclamam do comportamento do presidente da comissão, Omar Aziz. Creditam a ele o mico no depoimento de Ricardo Barros. O líder do governo pretendia causar confusão – e conseguiu.
Aziz havia topado converter a convocação de Barros em convite. O líder do governo sentiu que chegaria com tranquilidade na CPI, pronto para provocar os senadores da oposição.
Barros, como havia comentado com interlocutores, ficou satisfeito com o gesto de Aziz. Ele e o governo entenderam o movimento como um sinal de trégua ao Planalto. Por ser um político inteligente, Aziz, inferiram os aliados do governo, estava alinhado a Barros. A “deferência” do presidente da CPI só poderia significar, interpretaram esses aliados, um acordo tácito para que Barros tivesse passagem tranquila na comissão.
Para senadores experientes, Simone Tebet, que era alvo de Barros, caiu na armadilha do governo e permitiu que a pantomima planejada pelo líder do governo vingasse.
A pedido do senador Alessandro Vieira, Aziz suspendeu o depoimento e transformou o convite em convocação. A data ainda será definida.

