O ex-presidente Lula tem resistido à orientação de seus auxiliares para que divulgue um documento com mensagem tranquilizadora às Forças Armadas. A questão, dizem seus interlocutores, é que ele quer evitar críticas da militância petista.

Alguns conselheiros de Lula avaliam que , para se reaproximar dos militares mais graduados, teria de abandonar o tradicional apoio às ditaturas da Venezuela e de Cuba. Outro ponto indispensável da mensagem é definir claramente os planos de um eventual governo Lula para a Defesa Nacional.

Os interlocutores de Lula com os militares levaram ao petista a preocupação da caserna sobre a forma como deixarão o governo se Jair Bolsonaro perder a eleição em 2022. Os oficiais mais graduados querem que o ex-presidente exponha claramente os planos para as Forças Armadas e para a Defesa Nacional a partir de 2023.

Por outro lado, as exigências para tentar reduzir a rejeição que os militares têm contra Lula causaram irritação no petista. Ele comenta que o militar que quiser fazer política deve deixar a farda e se candidatar.

Petistas e aliados de Lula que tentam promover a reaproximação dele com os militares não desistiram da empreitada, mas enfrentam grandes resistências nos dois lados.