A decisão do governador de São Paulo, João Doria, de entrar na justiça contra o Ministério da Saúde para que o estado receba a mesma proporção de doses de vacinas que prevaleceu ao longo da campanha de imunização pode influenciar outros governadores.

Avaliam a possibilidade o governador do Pará, Helder Barbalho, e o da Bahia, Rui Costa. Além de Doria, todos são adversários políticos do presidente Jair Bolsonaro. Todos reclamam a diminuição da quantidade de doses recebidas em proporção à população do estado.

Rui Costa afirma que o governo federal deve à Bahia 900 mil doses. Barbalho diz que o Pará recebe menos que outros estados do Norte e Nordeste, considerando a sua população. Antes da ação, os estados tentam negociar com o ministério.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, classificou de má-fé a ação movida pelo governador de São Paulo.