O Ministério da Saúde confirmou que planeja aplicar uma terceira dose de vacina aos brasileiros mais velhos e profissionais de saúde. A maior parte deles foi imunizada com a Coronavac, cuja efetividade provavelmente é menor do que as vacinas da Pfizer, da AstraZeneca e da Johnson & Johnson.

O Bastidor antecipou em maio que técnicos da pasta pressionavam o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a liberar uma dose de reforço para pessoas com sistema imune mais frágil que tenham sido vacinadas com a Coronavac.

A iniciativa dos líderes do Programa Nacional de Imunizações tem o apoio de secretários de Saúde dos principais estados. Para evitar atrito político com o governador João Doria, a terceira dose valerá para quem tomou qualquer vacina. Na prática, porém, o grupo alvo do reforço foi imunizado majoritariamente com a Coronavac.

A terceira dose, seja da Coronvac, seja de outras vacinas, é objeto de discussões científicas intensas. Embora falte consenso acerca da necessidade dela, o governo americano e alguns países europeus devem adotar o reforço como política pública em breve.