Presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira disse a interlocutores nesta segunda-feira, 23, que espera que nesta semana haja uma redução da fervura política, do contrário, terá de traçar uma linha de limite para o presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com seus interlocutores, é o que pretende dizer ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, num encontro programado para esta terça-feira, 24.

Segundo ele, Ciro Nogueira (Casa Civil) trabalha para fazer Bolsonaro baixar um pouco o tom – o que até agora não tem tido efeito. Uma das ações que Nogueira tenta evitar, dirá o deputado a Fux, é a ida de Bolsonaro à manifestação de 7 de setembro, com pautas antidemocráticas, como o fechamento do STF.

Lira, contudo, disse a seu interlocutor — e pretende repetir a Fux — que se Nogueira não conseguir dissuadir o presidente de comparecer à manifestação poderá traçar uma linha a partir da qual o presidente não deve passar sem consequências.

Lira admitiu a aliados que a ida de um presidente da República a manifestação para pedir o fechamento de outro Poder pode ser interpretado como crime de responsabilidade. O presidente da Câmara, porém, não disse quais consequências sofreria Bolsonaro caso ultrapasse o limite.

Dificilmente, acreditam aliados do presidente da Câmara, Lira abrirá o processo de impeachment, cujos pedidos se acumulam a mais de uma centena.