Um dos questionamentos levados ao STF contra o inquérito das fake news foi apresentado por Jair Bolsonaro. Ao arquivá-lo, junto com ações similares, Edson Fachin usou o argumento da AGU contra o próprio presidente da República.

A AGU havia dito nas outras ações que os pedidos nem deveriam ser julgados porque o meio processual usado, a ADPF (arguição de preceito fundamental), não servia nesse caso.

O órgão, chefiado à época por José Levi, argumentou que o STF já havia discutido o tema e considerado o inquérito legal. A jurisprudência da corte, disse a AGU, proíbe nova análise de assunto já julgado pela corte.

No pedido de Bolsonaro, que foi apresentado pela AGU no último dia 20, Fachin disse que o “judicioso parecer da AGU” seria suficiente para negar a continuidade da ação. Além do processo do presidente, outros três foram negados – todos apresentados pelo PTB de Roberto Jefferson em 2020.