André Mendonça enfrenta fortes resistências enquanto aguarda sua sabatina na CCJ do Senado – se é que ela ainda ocorrerá. O Bastidor mostrou mais cedo que o AGU licenciado está em processo de fritura enquanto Jair Bolsonaro digladia-se com o STF.

Mesmo assim, líderes evangélicos ainda apostam que Mendonça será sabatinado e aprovado pelos senadores. O silêncio momentâneo dessas lideranças é uma estratégia para evitar mais atritos, não um sinal de abandono. Querem deixar que a política se encarregue de resolver um problema político.

Eles querem se sentir representados no STF e o AGU é a opção do momento, pois Humberto Martins não tem a simpatia de Silas Malafaia. O pastor já disse a ministros do Supremo não querer um “evangélico herege” na corte, em referência ao fato de Martins ser adventista.

Malafaia é um dos principais cabos eleitorais de Jair Bolsonaro no meio evangélico, mas não fala por todos os líderes evangélicos do Brasil.

E o PSD vai ajudar na política. Ontem, em jantar organizado pelo partido, Omar Aziz disse aos presentes que subiria o tom com Alcolumbre por conta da demora em marcar a data da sabatina. Anunciou seu apoio a Mendonça. É incerto se a ação de Aziz e do PSD surtirá efeito junto ao presidente da CCJ.

O senador pelo Amazonas precisa do apoio do governo para tentar se reeleger em 2022.

“O jogo que o Alcolumbre jogou, ele já ganhou, que foi ganhar mais espaço“, disse uma das fontes ouvidas pelo Bastidor.