Cresce no MDB o movimento para que o partido lance Simone Tebet como pré-candidata à Presidência da República. A senadora, porém, teme que a articulação sirva apenas para fortalecer a posição da legenda nas composições eleitorais em 2022.
Tebet, ciente de que pode ser usada para aumentar o poder de barganha do MDB nas negociações nacionais, prefere falar de reeleição ao Senado ou da disputa ao governo do Mato Grosso do Sul.
Entre aqueles que aproveitaram o encontro do partido em Brasília, essa semana, para endossar o nome da senadora estão o governador de Alagoas, Renan Filho, e Jáder Barbalho, do Pará. O primeiro é filho de Renan Calheiros, que já anunciou apoio a Lula; o segundo encontrou o petista em maio e demonstrou entusiasmo com seu retorno.
De todo modo, ambos se somam a outros lideres regionais, como Eduardo Braga, Henrique Eduardo Alves e Marcelo Castro, todos ex-ministros de gestões petistas que agora defendem lançar Tebet – e já nas próximas semanas.
A senadora acompanha a movimentação sem se esquecer de ter sido lançada pelo MDB no início do ano como candidata à presidência do Senado. Logo depois foi abandonada pelo partido, que acabou negociando comissões no apoio à eleição de Rodrigo Pacheco.

