O governo federal rescindiu hoje o contrato firmado com a empresa indiana Bharat Biotech para a compra da vacina Covaxin. A decisão foi unilateral. A venda do imunizante era negociada no Brasil pela Precisa Medicamentos.
A empresa foi denunciada no suposto esquema de corrupção revelado pelo deputado federal Luís Miranda e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda. Ambos relataram as pressões sofridas pelo funcionário público para que ele validasse a compra do imunizante indiano por US$ 15, preço superior ao cobrado por outras empresas que apresentaram ofertas ao governo brasileiro.
O contrato previa R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses da vacina. Os irmãos Miranda afirmaram que levaram o problema a Jair Bolsonaro. Segundo o deputado e o servidor, o presidente teria dito que o suposto contrato superfaturado seria obra de Ricardo Barros.
O deputado do PP do Paraná então entrou na mira da CPI da Covid. Em julho, após as denúncias de irregularidades no caso, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a suspensão do acordo, mas ela só foi publicada hoje no Diário Oficial da União.
Também em julho a Bharat Biotech, fabricante indiana da vacina, rescindiu o contrato que mantinha com a Precisa.

