O doleiro Chaaya Moghrabi permanecerá em liberdade. A decisão foi tomada hoje pela a 2ª Turma do STF. O pedido foi apresentado pelo MPF para retomar a prisão preventiva determinada contra Moghrabi em abril de 2019 pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro. 

Naquela ocasião, o doleiro foi preso ao viajar do Uruguai para o Brasil, pois era considerado foragido. Moghrabi retornava ao país para cumprir decisão de Gilmar Mendes, que suspendeu a prisão pela obrigação de o doleiro entregar o passaporte e pela proibição em deixar o país. Mas ele fugiu, sendo preso novamente em 18 de dezembro de 2020, em Angra dos Reis (RJ), e solto dois dias depois por liminar de GIlmar Mendes.

O ministro, que é relator da ação apresentada pelo MPF, disse que não foram apresentados fatos novos na investigação que justifiquem a decretação da prisão preventiva. Segundo Gilmar, “não teria plausibilidade jurídica” fazer com que Moghrabi retornasse à prisão por crimes supostamente cometidos de 2011 a 2017, sendo que o doleiro já está em liberdade.